ESTUDO PRÓPRIO · JULHO DE 2026 · METODOLOGIA ABERTA
Testei 54 sites de empresas de Goiânia. Um em cada três falha na visibilidade para IA.
Testei clínicas, escritórios de advocacia, imobiliárias, indústrias e comércios — todos de Goiânia e região — com os robôs do ChatGPT, Perplexity, Claude, Bing e Google. Nenhum nome é citado. A metodologia está aberta e qualquer um pode reproduzir.
a mesma ferramenta usada no estudo · grátis, sem cadastro
O RESULTADO
48 sites analisados. 17 com pelo menos um problema.
35%
não têm dados estruturados (schema.org) — a máquina não sabe quem é a empresa
10%
entregam página praticamente vazia para os robôs de IA
6%
bloqueiam o robô que faz a IA citar — não conseguem nem ser lidos
4%
bloqueiam o Google ou o Bing, o que é grave muito além da IA
Um dado que não estava no roteiro
6 dos 54 sites não responderam ao teste — deram erro, tempo esgotado ou recusaram a conexão no momento da coleta. Não entraram na conta, porque não dá para medir o que não abre. Mas vale a pergunta: se o site não respondeu ao meu teste, ele responde ao cliente?
POR SETOR
Quem mais falha é quem mais depende de ser achado.
Comércio e serviços
5 de 9 · 56%
Imobiliárias
5 de 10 · 50%
Indústria e B2B
3 de 10 · 30%
Clínicas e consultórios
3 de 12 · 25%
Advocacia
1 de 7 · 14%
A ironia salta aos olhos: comércio e serviços (56%) e imobiliárias (50%) são justamente os setores em que o cliente decide pesquisando no celular — e são os que mais falham. A advocacia (14%), que depende bem mais de indicação, é a que está mais bem preparada tecnicamente.
A CONFUSÃO QUE INFLA OS NÚMEROS
Bloquear o GPTBot não te torna invisível para o ChatGPT.
Preciso explicar isto porque quase todo mundo erra — inclusive agências, e inclusive eu, na primeira versão deste estudo.
GPTBot e OAI-SearchBot são robôs diferentes, com controles independentes. O primeiro treina o modelo da OpenAI. O segundo é o que faz o ChatGPT citar você. Bloquear o treinamento é uma escolha legítima — muita gente faz de propósito — e não impede a citação.
Por isso, neste estudo, bloqueio de robô de treinamento não foi contado como problema. Contar teria sido fácil e renderia um número mais assustador. Também teria sido desonesto — e desmontável em dois minutos por qualquer pessoa técnica.
Se alguém te mostrar um relatório dizendo que "seu site está invisível para o ChatGPT" só porque bloqueia o GPTBot, você acabou de descobrir que essa pessoa não entende do assunto que está vendendo.
METODOLOGIA (E O QUE ELA NÃO PROVA)
Como eu testei — e onde o estudo tem limite.
Cada site foi requisitado nove vezes: uma como navegador Chrome comum, e as outras com o user-agent de cada robô — OAI-SearchBot (ChatGPT Search), PerplexityBot, Claude-SearchBot, bingbot, Googlebot e GPTBot. Depois comparei quanto texto cada um consegue ler contra o que um visitante humano vê. A diferença é, literalmente, o que a IA não enxerga.
Contei como problema cinco situações objetivas:
- bloquear robô de citação (a IA não consegue nem abrir a página);
- bloquear Google ou Bing (grave muito além da IA);
- entregar menos de 100 palavras aos robôs — o clássico site que só monta o conteúdo com JavaScript;
- perder 40% ou mais do texto em relação ao que o humano vê;
- não ter dados estruturados (schema.org).
E aqui estão os limites, ditos por mim mesmo: a amostra tem 54 sites, coletados por busca e não por sorteio de um cadastro completo. Não é pesquisa com margem de erro calculada — é um retrato técnico de um recorte real, num instante do tempo. Ela mostra que o problema existe e é comum. Ela não permite cravar que exatamente 35% das empresas de Goiânia estão nessa situação.
Também testei, à parte, 18 agências digitais de Goiás e do DF. Resultado: 28% com pelo menos um problema — melhor que as empresas comuns, como era de esperar de quem trabalha com isso, mas longe do impecável. E uma delas estava completamente invisível para as IAs.
PERGUNTAS DIRETAS
Perguntas sobre o estudo
- Quais empresas foram testadas?
- Não vamos dizer, e isso é deliberado. O estudo é estatístico, não é denúncia — publicar o nome de quem tem o site com problema seria expor empresas que não pediram para participar e que, na maioria dos casos, nem sabem que existe problema. O resultado é agregado e anônimo. Se você quer saber sobre um site específico, teste você mesmo: a ferramenta é gratuita e roda em segundos.
- Como vocês testaram?
- Cada site foi requisitado nove vezes: uma como um navegador Chrome comum e as demais com o user-agent de cada robô — OAI-SearchBot (ChatGPT Search), PerplexityBot, Claude-SearchBot, bingbot, Googlebot e GPTBot. Comparamos quanto texto cada robô consegue ler com o que um visitante humano vê. A diferença entre os dois é, literalmente, o conteúdo que a IA não enxerga. Também verificamos a presença de dados estruturados (schema.org). Qualquer pessoa pode reproduzir isso — é HTTP simples, não tem segredo.
- Bloquear o GPTBot é um problema?
- Não, e essa é a confusão mais comum do mercado — inclusive entre agências. O GPTBot serve para TREINAR o modelo da OpenAI. Quem faz a IA te CITAR é outro robô, o OAI-SearchBot. São controles independentes: dá para bloquear o treinamento e continuar sendo citado normalmente. Por isso, no estudo, bloqueio de treinamento não foi contado como problema. Contar seria inflar o número — e é exatamente o tipo de coisa que a gente critica.
- O que conta como 'problema' no estudo?
- Cinco coisas, todas objetivas: bloquear robô de citação (a IA não consegue nem abrir a página); bloquear buscador (Google ou Bing, o que é grave além da IA); entregar conteúdo praticamente vazio para os robôs (menos de 100 palavras, sinal clássico de site que só monta o conteúdo com JavaScript); perder 40% ou mais do texto em relação ao que o humano vê; e não ter dados estruturados (schema.org), que é o que diz à máquina quem é a empresa e o que ela faz.
- A amostra é pequena. Isso invalida o estudo?
- Não invalida, mas limita — e é honesto dizer. São 54 sites, coletados por busca, não por sorteio aleatório de um cadastro completo. Não é uma pesquisa estatística com margem de erro calculada: é um retrato técnico de um recorte real, num instante específico. O que ele mostra com segurança é que o problema existe e é comum. O que ele não permite é cravar que 'exatamente 35% das empresas de Goiânia' estão nessa situação. Estudo honesto declara o que não sabe.
- Meu site tem algum desses problemas?
- Descubra em segundos, de graça e sem falar comigo: a ferramenta que usei no estudo está pública no site. Cole seu endereço e ela roda os mesmos testes, mostrando robô por robô o que cada um consegue ler. O resultado é seu, você fechando negócio comigo ou não.
E o seu site — em qual grupo ele está?
Rode a mesma ferramenta que usei no estudo. Leva segundos, é grátis, não pede cadastro, e o resultado é seu mesmo que a gente nunca se fale.
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